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terça-feira, 18 de maio de 2010

Dord’amar




Sabe aquela música da Luciana Melo, que diz mais ou menos assim: “luz, quando a gente ama, luz, quando a gente ama, tudo é manhã, tudo é muita luz”. Pois bem, se quando amamos tudo é luz, claridade, felicidade, quando deixam de nos amar, acredito que tudo passe a ser o oposto, logo, escuridão, breu.
Acho que é isso que acontece quando somos deixados, parece que estamos trancados em um quarto escuro, (você já tentou fazer essa experiência? se tranque em um lugar muito escuro, que não consiga enxergar nem a mão na sua frente, e fique lá, note como é sufocante.) o que vem a cabeça nessa situação é solidão, tristeza, sentir que não é amado, que ficou só, justamente por ter acreditado no amor.
Tá bom, ok, tudo passa, fases, nada melhor que o tempo, vamos ouvir tudo isso, várias vezes ao dia, mas...passa certo?
Sim, mais quando passamos por esses momentos queremos de certa forma “voltar para o casulo” é como se fosse um momento de introspecção:
- Onde será que errei? Fui eu que errei? Amei? Fui amado?  Ás perguntas voam na nossa cabeça...
Mais ai quando acontece isso, chego a conclusão que amei sim, fui amado e sofro sim, pelo menos eu sofro, e sofro muito, a melhor forma de amadurecer é sofrendo, não adianta, e acho que se tem uma palavra que me define sem dúvidas é a intensidade, ou sou quente ou sou gelado, comigo não existe o meio termo, o morno. Porque na verdade o que é o morno? É o equilíbrio, acho maravilhoso quem consegue isso mais eu não, sempre digo que não cheguei nesse grau de evolução, ou sofro muito ou não sofro nada, mais na maioria das vezes acabo sofrendo muito, devido a essa entrega constante e mútua, eu ainda acredito no ser humano, o tempo todo eu busco trocar, não quero diminuir, quero sempre acrescentar, essa é minha busca, talvez esse possa ser o meu pior defeito, ou minha melhor qualidade.

“O peito dói, o coração aperta e escorre a lágrima sem que eu possa ter controle desse sentimento.”

Pedro Martins

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe



O amor mais puro que pode existir é o amor de um filho pra uma mãe, é um amor sincero, que é construído ao longo de uma vida, um amor que ultrapassa todas as fronteiras e obstáculos possíveis, é aquele que sabemos que nunca irá terminar e nunca vamos nos decepcionar pela amargura de ser desprezado por quem amamos e que apesar das brigar, existe o dia seguinte e com ele vem um recomeço de um mesmo amor puro e verdadeiro, e ai percebemos que essas brigar servem pra nos amadurecer e encarar a vida de uma maneira diferente, afinal, é ela que me dá carinho,amor, afeto, quando mais preciso, foi ela que me carregou nove meses em sua barriga, foi ela que sentiu a dor do parto e a emoção de colocar um ser que será pelo resto da vida parte do coração, essa mulher é tudo em minha vida, é ela que me dá colo quando mais preciso de alguém que diga “eu te amo”, essa sim é a amizade mais verdadeira que qualquer um pode ter, é ela que me faz ter forças pra lutar a cada dia que passa pra querer viver e gritar pro mundo: EU AMO MINHA MÃE!

Parabéns a todas as Mães !!! FELIZ DIA DAS MÃES!!

Pedro Martins

Bem Vindo ao Mundo dos Grandes!

O vazio dentro de mim, me consome, quando acreditamos no amor e vivemos intensamente tudo sem medo do amanhã, não paramos pra pensar que um dia tudo acaba, e quando acabar, nos sentimos perdidos, sem chão, sem acreditar que um dia possa acontecer novamente tudo que um dia acreditamos e construímos, mais desde o começo, era fato que um dia tudo iria abaixo, mais agora o que resta? Não acreditar que um dia tudo quer vivemos vai acontecer novamente? Não sei, sinceramente, atualmente prefiro achar que é uma fase, mais se não for, irei me sentir culpado pelo resto dos dias, mais só podemos ter certeza disso quando eu estiver passado por tudo, quando somos pequenos, éramos treinados a acreditar que o “viveram felizes para sempre” realmente era uma certeza, mais quando vamos crescendo vemos que todo “era uma vez” passou, e o felizes para sempre é apenas um conto para crianças, por tanto, quebrar a cara, é uma coisa de dia-dia , isso nós entendemos só depois de um certo tempo.
Pois é, como diria meu pai, Bem Vindo ao mundo dos grandes, esse mundo que tentei evitar, mais que uma hora iria acontecer, e agora bate em minha porta e não sei administrar, esse mundo, que as verdadeiras amizades são contadas em apenas uma de nossas mãos, esse mundo que o sentimento do outro é tratado como nada, e que ser humanos passa por cima de valores como se nunca tivesse aprendido nada do que foi ensinado. Parabéns, Bem vindo a vida!

Pedro Martins. (Abril / 2008)

(Obs: Esse texto é antigo, estou passando todos para este blog, por tanto, retratam fatos e momentos que vivi.)